Cenas fortes

31 08 2009

Em jogo válido pelo campeonato belga, Axel Witsel, do Standard  entra forte na dividida com Wasilewski, do Anderlecht.

Entra forte? Esse termo é pouco pelo o que aconteceu.

Futebol força? Não! Ignorância mesmo.

Mas a cena abaixo é bem mais forte, meus caros.

Com vocês, Vanusa, entrando de sola no hino nacional brasileiro.





GAS Festival 2009

30 08 2009

Pessoas, estive hoje no Guaraná Antarctica Street Festival 2009. Por dois motivos especiais. O primeiro é porque ganhei o ingresso, pois uma amiga minha ganhou um par de entradas na promoção de um jornal destes, distribuídos gratuitamente nas ruas de São Paulo. O outro era o show do Face to Face, que retorna ao Brasil, oito meses depois de uma bem sucedida turnê em terra brasilis.

Mas toda coisa boa tem seu preço, apesar de eu não ter pago nada para entrar. Fomos de ônibus, partindo do Metrô Belém pro Centro. De lá, Terminal Bandeira, onde pegamos outro busão pra chegar até o local. Só o fato de atravessar a cidade dessa forma já é uma baita de uma aventura.

Para encontrar o portão de entrada foi meio complicado. Acho que todos que vieram pela Avenida Francisco Morato sentiram essa mesma dificuldade. Quem já foi em shows lá na Chácara do Jockey sabe como é. Eu nunca tinha ido.

Enfim, andamos um pouco, mas achamos a entrada. Tudo muito tranquilo. Movimentação bem pacata.

O espaço é legal, pelo que propõe o evento. Talvez seja por isso que a Chácara do Jockey se tornou o lugar da moda para os shows em Sampa. The Killers e o festival Maquinária (com Faith No More, Jane’s Addiction e Deftones) são os futuros eventos confirmados no local.

Outra coisa que tivemos que aturar, tudo por um bom show no final, foi a banda (?) Cine.

Muita pose, pouca música. Isso é a banda Cine.

Muita pose, pouca música. Isso é a banda Cine.

Onde o rock quer parar? O que essa nova geração vê nestas bandas? Podem me questionar, porque tudo é uma questão de gosto e que cada um tem o seu, mas eles não tem qualidade.

Há um abismo entre bandas como esta e outras novas do cenário atual, como o Fresno, que tocou logo após.

Não curto e não faz meu estilo, mas a diferença é gigantesca, isso ninguém tem dúvidas. Até porque os caras tão na correria faz tempo.

O que pegou foi eles “assassinarem” Radio Gaga, do Queen. Não precisava daquilo. Agradem seus fãs e acabou. Não “ofendam” os demais amantes do rock que ali estavam.

Pararelo ao show deles, rolava no bowl, uma exibição com caras que andam pouco de skate: Bob Burnquist, Sandro Dias Mineirinho, Cristiano Mateus e Lincoln Ueda. Tinham mais caras, mas não consegui identificar, porque não conseguimos entrar no bowl e vimos tudo pelo telão, do lado de fora.

Quem conduzia toda a parada era o lendário Taroba.

Taroba. Skatista e mestre de cerimônia, nas horas vagas.

Taroba. Skatista e mestre de cerimônia, nas horas vagas.

Tradicionalmente, apareceu o Charlie Brown Jr. Não escondo de ninguém que foi a minha banda da adolescência. Fui fã mesmo. Shows e mais shows. E no palco, não tinha pra ninguém. Eram os melhores.

Mas, como todos sabem, a formação não é mais aquela. Chorão tá levando a coisa meio com o que o Humberto Gessinger leva o Engenheiros do Hawaii. E a qualidade já não é mais aquela.

Heitor (baixo), Graveto (bateria) e Thiago Castanho (guitarra) cumprem bem os seus papéis. Mas não são Champignon, Pelado e Marcão. Chorão, não é mais aquele.

Charlie Brown fez seu arroz com feijão. Mas essa não é uma característica deles. Ficaram devendo.

Charlie Brown fez seu arroz com feijão. Mas essa não é uma característica deles. Ficaram devendo.

E olha que já vi bons shows com a nova formação. A maioria com o segundo batera que passou por lá, o Pinguim.

Especificamente, no GAS Festival, Chorão não apresentou a mesma desenvoltura de antes. E ele deu uma falta de sorte, porque eles estavam tocando num horário de transição entre os mais novos, fãs dos Fresnos e Cines da vida, com os mais velhos, sedentos e ansiosos para ver o Face to Face.

Assim, percebia-se uma ligeira esvaziada no público, que não foi grandioso o evento inteiro.

Saem os santistas, entram os californianos. Face to Face já vai emendando um clássico atrás do outro. Trever Keith diz que tá velho pra caramba e coisa e tal. A galera quer mais é que se dane e quer mais.

Atenção, essa foto é antiga. Os caras tão velhos, mas a competência é a mesma.

Atenção, essa foto é antiga. Os caras tão velhos, mas a competência é a mesma.

Vários trintões se matando nas imensas rodas de bate cabeça. Galera cantando em coro quase todas as músicas.

Acho que os caras, enfim, descobriram uma mina de ouro e prometeram voltar daqui há quatro, cinco ou seis meses para mais shows. Eu não duvido muito não, porque eles sabem que os fãs brasileiros são quase que devotos da banda. Olha aí um público consumidor. Assim que funciona o showbiz meus caros. Se algumas bandas pensassem que nem os caras.

Boa organização, shows quase pontuais, nenhum tumulto. Um evento agradável, uma boa atração, outras nem tanto.

E mais uma aventura para voltar. Com duas caronas providenciais de última hora.

O segundo semestre de shows e festivais musicais só começou. Já vão separando a grana para o que vem pela frente.

Maquinária, pode ser. Planeta Terra, talvez. Tô no aguardo das confirmações das bandas. AC/DC, escalado.

E assim vamos colecionando ingressos e bons momentos.





“Fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”

28 08 2009

Todo mundo está cansado de ler e ver artigos sobre os famosos no Twitter. Pois é, muitos deles aderiram. Principalmente aqui no Brasil.

Grande parte deles querem manter uma relação mais próxima dos fãs.

Alguns apenas detalham um pouco de seu cotidiano, tal com o técnico do Corinthians, Mano Menezes (@manomenezes).

Outros interagem apenas com aqueles que seguem. Nada mais justo.

E há aqueles que respondem para todos que citam seus lindos nomezinhos (ou nickzinhos).

Mas alguns parecem não saber que no Twitter, os fãs tem a mesma voz e importância do famoso, do notório, do popstar.

Nas aulas de webjornalismo, na faculdade, aprendi que na Internet não há uma relação hierárquica entre o emissor e o receptor. Na grande rede, tudo lembra uma teia, onde todos os elos tem importância e se correlacionam.

Na Internet, nada é empurrado goela a baixo sem o mínimo de questionamento.

Pois é, a Xuxa (@xuxameneghel) deveria saber disso.

E deveria saber também que no mundo real, que ela não vê de sua nave, há pessoas que não gostam dela e/ou de seu trabalho.

É muito difícil entender isso? Não conhece o que é uma crítica?

Ah! 'Xorou', parou.

Ah! 'Xorou', parou.

Perdeu a estribeira só porque avisaram ela sobre erros ortográficos.

Luciano Huck (@huckluciano) foi alertado diversas vezes sobre isso. Reconheceu, corrigiu e tirou um sarro da situação.

Pois é, o Twitter não é uma grande rede de televisão, que dita aos seus “usuários” o que deve ser feito.

Aquele que segue alguém vai perguntar, vai questionar, vai sugerir.

Acho que ainda não entenderam o que é interatividade. Pra muitos, isso não passa de uma palavra bonitinha e futurista.





NUM TIRO SÓ (02) – As rapidinhas do dia

24 08 2009

* Um cavalo foi atropelado, na madrugada de hoje, na Avenida Brasil (RJ). Parece que o cara não viu o animal na pista. O cavalo morreu na hora. Tudo isso foi flagrado por um cinegrafista da Globo. Agora, pra que passar a cena no Jornal Nacional, logo no primeiro bloco? Pra fazer a moral do cinegrafista? A televisão não precisa disso, na boa.

* Continuando no reino animal, lá em Vitória (ES) um bezerro subiu no telhado de uma casa, que despencou, com o bicho e tudo. Fica a pergunta: o que ele foi fazer lá em cima? Alguém se habilita a responder?

* Um amigo de Rubens Barrichello fez uma aposta com o amigo que duvidava que ele venceria o GP da Europa, ontem. O amigo perdeu e teve que desenhar uma pista no cabelo. Se o Rubinho apostasse comigo, meu visual ia ser bem diferente hoje.

É amigo, grande parte deste Brasil apostaria como você...

É amigo, a maioria dos brasileiros apostaria como você...

* Arílson Bispo da Anunciação. O juiz Mr. Magoo da rodada ferrou com a vida do Corinthians, ao validar um gol de mão de André “Refugo” Lima e quis compensar, dando um pênalti inexistente, após Jorge Henrique cair sozinho na área do Botafogo. Ser árbitro de partida de futebol não deve ser nada fácil. Principalmente quando ele não enxerga muito bem.

Gol de mão até o juiz, que é cego, faz!

Gol de mão até o juiz, que é cego, faz!

* Enquanto uns bigodudos roubam a cena em Brasília, outro desaperece. Coisa maluca essa do Belchior. Dois anos desaparecido. Largou tudo e tá por aí. Espero que não apareça em cima do telhado de uma casa em Vitória e nem no meio da Avenida Brasil, com risco de ser atropelado.

Enquanto outros bigodudos merecem sumir do mapa, logo você que desaparece?

Enquanto outros bigodudos merecem sumir do mapa, logo você que desaparece?

Fonte: notícias que você já deve ter lido durante o dia, nestes portais noticiosos, enquanto não tinha nada pra fazer.





NOSTALGIA PURA (01)

23 08 2009

Inaugurando a seção ‘Nostalgia Pura’, temos esta chamada de estreia dos Simpsons, na Globo, em 1991.

Depois de quase 20 anos, passando pela própria Globo e também (por um certo tempo) pelo SBT, eles continuam fazendo sucesso.

Pena que na Globo, eles cortam umas das principais características: a abertura.

Ainda bem que existe a Fox.

Vida longa ao Homer, Marge, Lisa, Bart e Maggie!





O drible da vaca de Ayrton Senna

23 08 2009

Inspirado na belissíma vitória de Rubens Barrichello, hoje, no GP da Europa (nas ruas de Valência, Espanha), posto esse vídeo que retrata uma imagem marcante do GP do Brasil de 1993, vencido pelo maior de todos os tempos: Ayrton Senna.

Em uma prova conturbada, onde as Willians de Alain Prost e Damon Hill eram mais potentes e velozes do que a McLaren de Senna, veio a chuva.

E quando chove, vocês já sabem o que acontece.

A ultrapassagem de Senna em Hill lembra o famoso drible da vaca (ou meia-lua), onde o jogador toca a bola de um lado e passa por outro.

A partir desse momento, Senna passou a liderar o GP e conquistou sua segunda vitória, em solo brasileiro. Sofrida, como a primeira, em 1991.

Quem teve o privilégio de estar em Interlagos, neste dia, jamais se esquecerá.

Eu, que assisitia pela TV, também não consigo esquecer.





Pixo – Caligrafia marginalizada, made in SP

20 08 2009

Desenhar, rabiscar, intervir em propriedade que não seja a sua, sem a autorização do proprietário é caracterizado como vandalismo e está sujeito a punição, conforme indica o Código Penal.

A pichação, ‘inimiga’ número 1 das cidades grandes, é uma prática antiga e bem ou não, faz parte do cotidiano destes locais.

azulejos

Em São Paulo, a pichação ganha aspectos únicos, no que diz respeito a tipografia. Em nenhum lugar do planeta é produzido algo parecido.

Tanto que essa manifestação paulistana, lá fora, ganhou o nome de ‘pixo’ e serve de referência para muitos estudos, artísticos e antropológicos.

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Muitos se incomodam com a ‘sujeira’ que os pixadores fazem. Até porque, como foi dito no início deste post, a pixação caracteriza-se como vandalismo.

Mas será que aquilo que fazem, por mais fora da lei que seja, pode ser considerado como porcaria?

Esqueçam o conceito criminalístico e todos os seus agravantes por um momento. Qual a conclusão?

O documentário ‘Pixo‘, de João Weiner e Roberto Oliveira retratam todas as diversas opiniões que surgiram com a pergunta feita parágrafo acima.

Lembram da intervenção realizada na Belas-Artes, no ano passado? Assista trechos do documentário e veja como tudo aconteceu, acessando o link a seguir: