Fácil para contar, díficil de reclamar – Relatos de uma entrevista

18 09 2009

Apreensivo, tenso, nervoso. Assim estava Paulão, vocalista das Velhas Virgens. Ele participa do concurso para o oitavo CQC e o que irá servir como avaliação para a próxima eliminatória? Matérias, é claro.

Entre marcações e remarcações, ele consegue acertar seus horários e toda o esquema a ser realizado, pois as gravações serão aqui em São Paulo no sábado e talvez domingo, mas as VV tem dois shows marcados no Mato Grosso do Sul. Sexta, em Campo Grande. Sábado em Dourados.

Podemos concluir que ele tem apenas duas certezas. A do cansaço e do acúmulo de pontos no programa de milhagem de vôos.

É neste ambiente todo que marcamos e confirmamos nossa ida a sua residência, no Tremembé, zona norte da cidade, com a grande possibilidade da mesma ser cancelada em cima da hora, pelo motivo já exposto.

Chegamos num comboio, em três carros.

Um batalhão foi entrevistar o cara? Não.

Em um carro estavam Carol e seu namorado. No outro, Jefferson. E no terceiro, eu e o Rodolfo.

Estacionamos e adentramos ao condomínio. Paulão, com visual renovado, nos recebe, atencioso como sempre.

Verificamos possíveis locais, dentro da casa, para gravarmos. Achamos. Montamos, na hora, toda uma ‘cenografia’. Luz não era problema.

Por acabar de chegar do trabalho e por toda essa história do CQC, Paulão está sóbrio e não tem mais cervejas para nos oferecer. Ele lamenta, se explica. Nós entendemos e nos foi prometido um churrasco, que será devidamente cobrado.

E desta forma iniciamos os trabalhos. Paulão sóbrio não é um cara diferente do que vemos nos shows. Inclusive, com a entrevista rolando, ele vai dando umas goladas num vinho do Porto e vai soltando o verbo.

A entrevista segue. Tudo certo com a imagem, som, fitas e bateria.

Paulão, bem humorado, apesar da tensão que o cerca, até canta uma música do Reginaldo Rossi, que está devidamente registrada.

Aquilo começa a tornar-se um descontraído bate papo, mas com todo cuidado pro som de nossas risadas não vazarem. Como a Carol diz, “sem respirar, gente”.

Enfim, após duas horas, terminamos a entrevista e segue uma conversa sobre a banda, nosso doc/TCC e otras cositas mas.

Rodolfo, mesmo com o fim das gravações, segue perguntando. Paulão retruca que ele tá futricando demais.

Futriqueiros, Paulão? Não, jornalistas.

E ele responde a tudo, sem pestanejar.

Ah, se tudo fosse tão fácil quanto foi a realização desta bela entrevista.

Difícil será a vida do Paulão neste final de semana.

Coisas da vida de um músico independente que está se virando com seus projetos pessoais.

Difícil fica reclamar de alguma coisa, mesmo que tenha faltado a bendita ‘breja’, para molhar nossas palavras.

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