Uma Aventura Carioca – Maraca, Mangueira, Copa e muito mais. (Parte III)

18 10 2009

(…)

E foi muita gente pro Vermelhinho da Cinelândia, bar/restaurante que fica ao do Amarelinho da Cinelândia.

Porque destes nomes, não sei. Só sei que ao chegarmos, os garçons dos dois lugares começaram a nos disputar.

Como nosso guia, o Rogério, já tinha indicado o Vermelhinho, é lá que nos instalamos.

Imagine você um monte de são-paulinos chegando para almoçar num restaurante no Rio de Janeiro.

Galera proseando, depois do rango no Vermelhinho da Cinelândia

Galera proseando, depois do rango no Vermelhinho da Cinelândia

É como se fosse um monte de vascaínos chegando pra almoçar num restaurante na Avenida Paulista.

Viramos atração. As pessoas nos olhavam como se fossemos extraterrestres.

Teve até flamenguista que tirou foto com a gente.

Feijoada muito boa. O papo com a galera também. Flamenguistas nos zoando. Vascaínos nos apoiando. E o tempo feio que deixava a paisagem carioca tenebrosa, começa a abrir.

Entre comes, bebes e papos, percebo um detalhe.

Nas mesas do Vermelhinho, há uma espécie de controle de chopp. Você vai bebendo e vai marcando, pra não perder a conta.

Você já viu isso em algum bar de São Paulo?

Você já viu isso em algum bar de São Paulo?

Nunca vi isso em São Paulo. Não que eu me lembre.

Voltamos ao hotel, só pra vestir a farda de jogo e saímos no ônibus, rumo ao Maracanã.

O coração começa a bater mais forte. E é nesse ritmo que todos escutam as devidas orientações dos guias.

Trânsito movimentado a caminho do maior estádio do mundo. Chegamos!

Um mar de flamenguistas e seguimos escoltados. Acho que nem era pra tanto, devido ao clima bem amistoso.

Mesmo em frente, do lado de fora, é possível ter a dimensão do que é o Maracanã.

Mesmo em frente, do lado de fora, não é possível ter a dimensão do que é o Maracanã.

Entramos no Maracanã. Não há como descrever a emoção sentida.

(continua…)





Uma Aventura Carioca – Maraca, Mangueira, Copa e muito mais. (Parte II)

15 10 2009

(…)

Mesmo debaixo de chuva, fui com um outro são-paulino dar uma volta ali por perto.

Antes, passamos na cobertura do hotel, com vista parcial para a Baía de Guanabara.

Avenida Rio Branco, vista da cobertura do hotel

Avenida Rio Branco, vista da cobertura do hotel

Descemos.

Como estavamos ao lado, entramos na Igreja da Candelária (isso mesmo, aquela do massacre). Parece que ia rolar um casamento por lá, pela decoração.

Passamos em frente, a noite, e realmente era um casamento.

Passamos em frente, a noite, e realmente era um casamento.

Saindo de lá, nos deparavamos com diversos grupos de turistas, como nós. Brasileiros e gringos.

Vai ter turista assim na casa do chapéu. Aliás, vai ter turista assim lá no Rio de Janeiro.

Passamos pela Marinha, onde estava uma espécie de réplica de uma nau portuguesa, balançando de um lado pro outro.

Fora isso, tinha helicóptero, submarino e todas aquelas coisas que fazem você ir lá no guarda perguntar se pode ver. Ele falou que não. Só estaria liberado a partir de meio-dia.

O submarino tava atrás do helicóptero. Não. Não era amarelo.

O submarino tava atrás do helicóptero. Não. Não era amarelo.

Não eram nem dez da manhã. Deixa pra próxima.

No meio do caminho, Praça XV, de onde sai a barca pra Niterói.

Tinha uma espécie de feirinha lá. Uma mistura de feirinha da Vila Madalena, com feira do rolo e 25 de Março. Tinha de tudo.

Como o tempo era escasso, ficou pra próxima, também.

E bora pro Santos Dumont, ver como é que tá? Bora!

Antes, passamos pelo Vivo Rio e a Marina da Glória. Chegamos no aeroporto.

Devido ao atrasos com os vôos, pensei que iamos nos deparar com o caos instalado.

Sim, tava bem movimentado, mas nada fora do comum. Ou o caos carioca é diferente do paulista?

Aeroporto pequeno. Pensei que fosse maior. Não sei se é porque tô acostumado com o de Guarulhos. Sou como um bom paulista, tenho mania de grandeza.

Se liga no tempo feio que tava lá no Santos Dumont...

Se liga no tempo feio que tava lá no Santos Dumont...

Um puta passeio né? Contei que em todo este trajeto, tava uma garoa chata pra caramba? O tempo tava feio mesmo, mas nada que nos desanimasse.

Voltamos pro hotel e partimos, como combinado, com uma galera para saborear uma feijoada carioca.

Um bando de são-paulinos invadindo o centro do Rio de Janeiro.

(continua…)





Uma Aventura Carioca – Maraca, Mangueira, Copa e muito mais. (Parte I)

13 10 2009

São Paulo iria enfrentar o Flamengo, no Maracanã, em jogo válido pelo returno do Campeonato Brasileiro.

Como estou de férias do serviço, jogo que veio a calhar.

Uma viagem, que começou a ser planejada meses antes, mas não da forma que foi.

Pensava em ir por conta. Assim, já pesquisava hotéis e vôos para o Rio de Janeiro.

Chegando lá, pegaria o metrô mais próximo de onde me alojaria e desceria na estação do Maracanã, ao lado do estádio.

Mas, pesquisando na Internet, descobri que o SPFC, conveniado com uma agência de turismo, a Freeway Tur, estava vendendo pacotes para hospedagem por uma noite e traslado SP/RJ/SP de ônibus, além da ida e volta ao Maracanã com ingresso garantido e tudo mais.

Queria mesmo era ter ido de avião, mas devido a chuva forte que castigou o Rio, na sexta e no sábado, muitos vôos foram atrasados ou simplesmente, cancelados.

E fomos de ônibus mesmo, partindo de frente ao Estádio do Morumbi, meia-noite, do dia 09 para o dia 10.

Dali pro Rio tinha chão hein...

Dali pro Rio tinha chão hein...

Viagem de madrugada, todos dormindo. Todos, menos eu.

A ansiedade era tanta que, por mais que tentasse, não conseguia sequer fechar os olhos pra pelo menos, cochilar.

Com o iPod no ouvido, admirava as margens da via Dutra.

Ao som de Deftones, Velhas Virgens, The Offspring, O Rappa e Sá, Rodrix e Guarabyra, passava por Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Resende e Volta Redonda.

Na movimentada parada, em Guaratinguetá. Ônibus pra todo lado.

Na movimentada parada, em Guaratinguetá. Ônibus pra todo lado.

E tome estrada, até que chegamos nas sinuosas curvas da Serra das Araras, já com o dia claro, batendo nas janelas do Ônibus.

Após, Baixada Fluminense. Lugar contrastante com os pontos turísticos cariocas. Ainda mais com o tempo fechado.

Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias.

Linha Amarela. Aeroporto do Galeão, Zona Portuária (com seus navios, containers e cemitérios), Centro do Rio.

Chegamos muito cedo para o check-in. Então a galera partiu pra tomar um café na padaria mais próxima.

Nada aberto, a não ser uma ou duas bancas de jornais, além da tal da padaria, que mais parecia uma lanchonete. Nada a ver com as ‘padocas’ daqui.

Voltamos ao hotel, check-in feito e bora colocar as coisas no quarto e descansar.

Descansar? Em pleno Rio de Janeiro? Jamais!

(continua…)





Rezem, orem, torçam, mandem vibrações positivas. Tem gente precisando.

9 10 2009

Fugindo um pouco do intuito deste blog, informo que recebi uma notícia não muito boa.

Kenji, meu primo, de 09 anos, está com leucemia.

Ainda não sei qual tipo, mas parece que é crônica.

Um baque muito grande, pois receber uma notícia destas, do nada, é bem complicado.

Estamos em contato com todos lá em Bauru, que estão mais próximos dele.

Ele encontra-se em Jaú, uma hora de lá, internado em um hospital, referência nacional nestes casos.

Parece que será necessário o transplante de medula óssea. Como meu primo é filho único e como não há a possibilidade de meus tios, pais dele, doarem a medula óssea, ele vai pra fila de espera.

Como todos sabem, muita gente está nesta espera. Aqui no Brasil, ela leva um bom tempo.

Mas peço a todos que torçam, mandem força, pensamentos positivos.

Vale rezar, vale orar, pedi pra quem for, que meu primo se recupere.

Não tenho ainda muitas informações com relação a doação de medula óssea e nem ao tratamento, mas assim que tiver, vou postá-las aqui.

Geralmente as crianças tiram forças de onde nem sabemos, mais do que os adultos. Talvez pelo coração puro delas, pelo sorriso fácil. Pela vontade de viver.

Espero poder narrar uma vitória por aqui. Uma vitória do Kenji.

Força, meu primo. Te amamos.





NUM TIRO SÓ (04) – A rapidinha do dia

4 10 2009

dsc06917Muita gente conhece o caso do assassinato de Jean Charles de Menezes, que foi morto pela polícia londrina, por engano, sendo confundido com um terrorista.

A história deu até filme, com uma brilhante interpretação de Selton Mello.

Para quem não sabe, esta semana, a justiça inglesa inocentou os policiais que assassinaram o brasileiro.

Pois é. A ‘pizza’ não é exclusividade brasileira.

Um erro grave, onde não houve punição.

A dor e o sentimento de injustiça continuam com a família e amigos do mineiro, que foi tentar ganhar a vida na Inglaterra.

Cadê as autoridades brasileiras, que poderiam interceder neste caso?

Algumas delas estavam em Copenhague, comemorando a escolha do Rio de Janeiro, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

foto: retirada do blog Diários de Motoneta.