Um trem parou no Morumbi…

29 11 2009

A história começa lá em 02 de outubro, porta da Fnac, em Pinheiros. Meio dia e alguma coisa. Eu e meu brother Rica, que só me fez companhia, pois não comprou ingressos, debaixo de um puta sol. E sem ter a garantia de conseguir comprar os ingressos, porque em todos os países por onde o AC/DC passa, os ingressos acabam rapidamente. Na Argentina, por exemplo, os ingressos acabaram em três horas.

Foram mais de três horas, mas consegui meu ingresso. Mazer, meu camarada, também. Não pegou fila, justamente porque ele trabalha por lá e calhou que seu horário de almoço combinou com o horário de compra das entradas.

Bom, o jeito foi esperar até 27 de novembro. E nesse meio tempo muita gente me falando “pô, conseguiu comprar o ingresso hein?”. Pois é, muito fã ficou sem.

Bom, o grande dia chegou. Passei na mesma Fnac de Pinheiros pra encontrar com o Mazer e de lá partir pro Morumbi.

Lá, pegamos a lotação ‘Extra Taboão’, que ia pela Eliseu de Almeida, paralela a Francisco Morato. Dentro dela, um calor infernal e uma baita chuva. Com os vidros fechados, pro pessoal não se molhar, aquilo ali virou uma sauna.

Resolvemos descer e andar, pois achamos que seria mais rápido e mais fresco também. Quando pensamos que caminharíamos muito, eis que surge como uma miragem o Shopping Butantã. Passamos lá pra pegar um rango e seguimos na caminhada, rumo ao Morumbi.

E os fãs tomam conta da região. E os ambulantes também. Camisa do AC/DC, R$ 80. É possível encontrar a mesma por R$ 20, na Galeria do Rock. Tem gente que compra, principalmente quem não manja (e quem tem dinheiro também).

Tava um tanto quanto em cima da hora, então tratamos de entrar rápido. Tudo muito bem organizado, sem bagunça nenhuma.

Nos instalamos, sem antes comprarmos os devidos copos de cerveja.

E o show do Nasi, no finalzinho, onde ele mandou ‘Sociedade Alternativa’ do Raul Seixas. E o Morumbi, em coro, cantando.

Como em todo lugar, sempre tem uns babacas. E eles eram de Curitiba. Contando certinho, sete.

Mazer estava com a camisa do SPFC. Afinal, independente do evento, o Morumbi é o local mais apropriado pra vestir o manto tricolor.

E vestir a camisa do São Paulo causa uma certa polêmica ou inveja em quem não torce pro tricampeão mundial.

Vem as primeiras provocações e ficamos naquela de que “ah, não dá bola que os troxas param.” Mas, entorpecidos com naõ sei o que, continuaram. Como ninguém tem saco pra maluco folgado, devolvemos as provocações.

Não adiantou muita coisa, até que um deles, com a camisa do Coritiba, ameaçou vir pra cima. Só ameaçou e não veio, quando o Mazer o convidou para uma ‘conversa amistosa’.

É, (com o perdão da palavra) cuzão é assim mesmo.

Minutos depois, o trem vem chegando. Isso mesmo, o trem gigante, que acompanha a banda nesta turnê do ‘Black Ice’ vem chegando. Aí é Morumbi indo abaixo.

Mesmo com a idade e uma pausa entre uma canção e outra, a banda mostra um vigor que eu não vejo em bandas com pessoas mais novas.

Sem contar que Angus Young promoveu um show particular durante a apresentação e seu solo de vinte minutos.

Os pontos altos da noite foram ‘The Jack’ e o strip-tease de Angus. ‘Hells Bells’ e o tradicional sino, embalado por Brian Johnson. Isso sem contar ‘Back in Black’, ‘You Shook Me All Night Long’, ‘Rock n’ Roll Train’ (que abriu o show) e no bis, ‘Highway to Hell’ e ‘For Those About to Rock (We Salute You)’ com os canhões e os fogos de artíficio que mais lembravam um reveillón.

O pessoal que pensa que show de rock é lugar de marmanjo e mulher feia, estão enganados.

Famílias inteiras, crianças e muita mulher bonita. Era o que se via no Morumbi. Além dos chifrinhos vermelhos, que iluminavam o Cícero Pompeu de Toledo.

Um grande show, como deveria ser. Não é por menos que eles esgotam ingressos por onde passam.

AC/DC é feito vinho ou whisky. Quanto mais velho, melhor. E eu tive o privilégio de conferir isso, in loco.

Fotos: http://www.showacdc.com.br (mas a última é do meu celular).





Uma Aventura Carioca – Maraca, Mangueira, Copa e muito mais. (Parte IV)

17 11 2009

 

Sei que tô devendo muitas partes dessa história. Tardamos, mas não falhamos.

(…)

Sempre foi meu sonho conhecer o Maracanã. Por sua grandiosidade, pelos jogos históricos, pelas histórias de quem já passou por lá. Mais que um estádio, o ‘Maraca’ é um símbolo do futebol mundial.

Chegamos muito antes do jogo começar, então as arquibancadas ainda estavam vazias. Tempo para contemplar o ‘Maior do Mundo’, bater fotos, conversar com outros torcedores presentes.

 

São-paulinos do Brasil inteiro. Principalmente do Rio. Paulistas que moram por lá e, quem diria, cariocas da gema que torcem pro SPFC.

Uma hora antes do jogo.

Não demora muito e o Maracanã vai enchendo. Logicamente, de flamenguistas. Mas os tricolores vão chegando também, tanto que o espaço pra gente teve que ser aumentado.

Foi registrado naquela tarde, o maior público do ano entre os times visitantes, nos estádios do Rio.

Mas tinha muito são-paulino lá, naquele dia.

Nós sabíamos que não iria ser um jogo fácil. E não foi mesmo.

O Flamengo pressiona. Sua torcida também. Mas Denis Marques (uma versão piorada de Óseas) não conclui as diversas chances criadas pelo excelente meio-campo rubro-negro, comandado por Petkovic.

(continua…)

 





Tá tudo muito exagerado…

3 11 2009

uniban2

Você tomaria a mesma atitude que os alunos da Uniban, no caso da loira do vestido curto, estudante de turismo?

Garanto que não foi a primeira, nem a última vez que eles viram uma mulher com uma roupa curta.

Tudo bem que há lugares apropriados, claro. Mas não vi nenhuma ofensa na vestimenta da moça.

Já vi outras com roupas mais curtas, em outras universidades. E nem por isso elas foram taxadas de ‘putas’, em alto e bom som.

A mulher, ao longo da história, lutou tanto por seus direitos, inclusive de vestir o que quisessem.

E o que vemos são as alunas da Uniban condenando a garota, só pela roupa que ela usava.

Enfim, semana passada escutei algo que me fez pensar. Comentavam que o Brasil será um país, num futuro não muito distante, fundamentalista religioso. Um outro complementou, dizendo que não daria vinte anos pra isso acontecer.

Fora o conservadorismo, enraizado por nossos antepassados, há também a questão religiosa no meio.

Hoje em dia, as tevês abertas estão empesteadas por pastores, apóstolos, bispos. Uma enxurrada de entidades religiosas que querem que nos fazer engolir tudo aquilo, numa lavagem cerebral desenfreada.

As rádios então, nem se fala. Principalmente as AMs e, acreditem, as piratas.

Os motivos pelos quais eles estão dominando os meios de comunicação, eu não sei. Mas, numa interpretação muitas vezes exagerada da Bíblia, bravam palavras conservadoras e de ordem.

Há também a bancada deles nas diversas câmaras de vereadores, de deputados e no Senado. Defendendo o interesse deles e as vezes, criando leis um tanto quanto questionáveis.

Onde eu quero chegar com essa conversa?

Bom, não faltam motivos para quem chegou a conclusão tenebrosa de nosso país. Eu só citei alguns.

Duas coisas que muita gente ainda não sabe lidar por aí são a fé e o bom senso.

Há algum pecado no vestido da moça? Há alguma imoralidade na roupa dela?

Acho que devíamos estar preocupados com muito mais coisas e rezando ou pedindo, independente da crença, por um mundo melhor, com mais tolerância.