Humildes e arrogantes. Até quando?

23 08 2010

Até onde um clube de futebol deve ser humilde ou arrogante?

Eu não gosto nada quando a diretoria e/ou torcida de determinados clubes enchem-se de arrogância.

As grandes conquistas e o grande patrimônio ajudam nesse processo.

Para mim, um time vencedor se auto afirma preparando-se para buscar mais títulos.

No começo da década, o Boca Juniors fez isso. Hoje, quem luta para vencer sempre, principalmente conquistar títulos internacionais, é o Inter de Porto Alegre.

Enquanto isso, tem clube que fala pra caramba, se acha o tal e parece que resolveu parar no tempo.

E tem outros que simplesmente não tem patrimônio condizente com sua grandeza e nem títulos internacionais, mas que veste a capa da arrogância como poucos. É o famoso “come mortadela e arrota peru”.

Entretanto, eu também não gosto de times que tem diretorias e/ou torcidas humildes demais.

Creio que todo torcedor, independente do time, quer ver seu time ganhando jogos e clássicos. E principalmente, conquistando títulos.

Mas tem torcida de determinados times que diz que “o importante é amar o clube”.

Pois bem, o amor é fundamental, mas e quando o “amado” não te dá nada em troca?

Alguém aqui gosta de sofrer? Eu sei que tem um monte de masoquistas por aí, mas eu não gosto de sofrer não.

Acho que algo fundamental para a diretoria de todos os times é montar times competitivos. Dentro de suas limitações, é claro. Mas que busquem planejar para vencer. Ou que ao menos, atinjam metas mais ambiciosas.

E que as torcidas destes times não se apequenem. Não coloquem a culpa na escassez de momentos gloriosos num dirigente mal intencionado ou na suposta perseguição da arbitragem. Que elas apoiem seus times, no intuito de empurrá-los para a glória, sempre.

E tem diretoria e torcida por aí que precisa aprender a baixar a bola.

O passado é importante no futebol. As glórias sempre serão eternizadas. Mas o futebol costuma punir quem vive só de passado.





Copa traiçoeira

18 08 2010

A Copa Libertadores de 2010 começou com uma enorme expectativa.

Principalmente para os torcedores dos clubes participantes desta edição.

Com um 2009 inesquecível, que poderia ter sido impecável se quisessem, o Corinthians entrou como a bola da vez entre os times brasileiros.

Ronaldo no ataque credencia qualquer equipe ao favoritismo.

Para completar uma boa equipe, no papel, mantendo a base vencedora de 2009, mais alguns reforços bem conhecidos como Iarley, Tcheco e Danilo. Todos com fama de experientes em Libertadores.

Mesmo sem exibir um futebol de encher os olhos, o Corinthians terminou a primeira fase como o time que mais pontuou, dentre todos os outros.

Será que o Corinthians descobriu os macetes deste torneio traiçoeiro?

Eis que ele encara, logo nas oitavas de final, o Flamengo.

Que se classificou na bacia das almas, capengando.

Flamengo de Adriano, Imperador, e Vagner Love. E de outros bons valores.

E não é que o Flamengo resolveu aprontar pra cima do alvinegro e o desclassificou, acabando com o antigo sonho corinthiano?

Era o que o Flamengo precisava para seguir firme e com moral na competição.

 E com todos os holofotes virados para o Império do Amor e seu exército.

O Cruzeiro caiu num grupo díficil, complicado. Conseguiu se classificar na segunda colocação.

Enfrentou o tradicional Nacional uruguaio, nas oitavas de final e atropelou os platinos. Foi o suficiente para serem declarados favoritos e melhor time brasileiro da competição, pela imprensa.

Principalmente após a queda corinthiana. E passou a dividir as atenções com o rubro-negro de maior torcida do Brasil.

Nas quartas-de-final, o time mineiro tinha o São Paulo pela frente.

O Tricolor terminou como primeiro de seu grupo, inexplicavelmente, pois o futebol não era nada convincente.

Passou pelo Universitário, do Peru, em dois jogos desastrosos.

Rogério Ceni, sempre ele, foi o herói da classificação, na disputa de pênaltis.

“O Cruzeiro vai atropelar o São Paulo, novamente. Assim como em 2009.”
A frase era repetida como um mantra, por todos.

Mas o São Paulo é o ‘Time da Fé’.

E justamente, em seu mais jogo mais importante no ano, até então, mostrou valentia, raça e dedicação (além de um futebol bem jogado, com a chegada de Fernandão) e venceu lá e cá.

Classificação incontestável.

O Internacional era seu próximo adversário. O Colorado, comandado por Jorge Fossati, também não convencia. O técnico uruguaio parece não ter adaptado bem a sua filosofia lá pelas bandas da Padre Cacique.

Assim como o São Paulo, foi passando na marra. Talvez com a camisa jogando sozinha. Corria por fora, e muito.

Esse embate aconteceria somente depois da Copa do Mundo.

Lembram do Flamengo? Pois é…o Império do Amor sucumbiu em pleno Maracanã e o esforço em Santiago foi em vão.

A única certeza era que um brasileiro estaria na final. Paulistas ou gaúchos?

O Internacional, aquele que corria por fora e que ninguém apontava como grande favorito, aproveitou bem a parada para Copa. E de maneira ousada.

Dispensou o inadaptado Fossati e contratou antigos ídolos como Tinga e Rafael Sóbis.

O São Paulo nem ousou, nem errou. Simplesmente não mexeu. E as vezes, mudanças são boas. E o Internacional provou isso.

Resultado: Internacional classificado para mais uma final de Libertadores, em quatro anos.

Não disse que esse é um torneio traiçoeiro?

Tão traiçoeiro que um time mexicano também se classificou para final: o Chivas Guadalajara.

Assim, o Inter se garantiu no Mundial de Clubes, no final do ano, em Abu Dhabi.

E mesmo que não vença o torneio, tem seu passaporte carimbado para tentar reconquistar o mundo.

Depois dessa epopéia envolvendo os times brasileiros, fica uma pergunta: você tem coragem em apontar um favorito para a conquista da próxima Libertadores?

Hoje saberemos quem vai levar essa.





Propaganda eleitoral: rindo pra não chorar

18 08 2010

Com o início da campanha eleitoral, na TV e rádio, o que vem sendo discutido, demasiadamente,  é a sua banalização.

Candidaturas como a da Mulher Pera, Marcelinho Carioca e Kiko, do KLB, soam como chacota.

E alguns jingles também. Tanto que não saem de nossas cabeças.

Mas isso não é exclusividade brasileira.

Nas últimas eleições para a presidência da Itália, em 2008, o Partido Democrático lançou como candidato Walter Vetroni, oposição a Silvio Berlusconi, que buscava sua reeleição.

Lançou também um jingle muito curioso para a campanha. Acho que lembra uma música bem conhecida.

“Walter/Eu confio em você/Digo/Walter/Um país moderno/Com Walter/Chegou o momento de dizer não aos joguinhos/Vote/Pela estabilidade/Digo, vote/Nós corremos sozinhos/Você vota/Para mudar de verdade/Digamos que sim, podemos fazer”

Fonte: UOL





1 ano trocando passes…

17 08 2010

Ontem, esse humilde e singelo espaço completou um ano de vida.

Em meio a correria e aos problemas que fazem parte do meu atual cotidiano, acabei esquecendo e passei batido pela data.

Mas vocês ganharam de presente um post sobre as eleições, que é possível conferir logo abaixo.

Só queria agradecer pelas visitas, pela leitura e pelos comentários, feitos aqui e por outros meios também.

É dífícil manter um blog atualizado e só com o incentivo de vocês é possível mantê-lo assim.

Até porque ninguém quis patrocinar este blog ainda, hehehe.

Conto com a leitura e a companhia de vocês para que a próxima temporada do Trocando Passes seja um sucesso.

Um abraço e muito obrigado.





Candidatam-se a troco de quê?

16 08 2010

Fui pego de surpresa com a notícia de que o mítico “cantor” e humorista Tiririca se candidatou a deputado federal.

Engraçado imaginar o cearense de Itapipoca discursando no plenário.

Será mais hilário ainda acompanhar sua campanha no rádio e na televisão.

E existe uma grande possibilidade, por falta de opção ou por pura ignorância política da maioria dos cidadãos, dele ser eleito.

Bom, é direito de todos pleitear por uma vaga na presidência, no governo estadual ou nas câmaras e assembléias.

Desde que ele siga uma série de exigências. Uma delas é estar filiado a algum partido, por um ano, entre outras coisas.

Mas quem conhece o processo eleitoral pode perceber que há algo por trás destas “celebridades” se candidatando.

Será que é pelo desejo repentino em fazer algo pela população.

Bom, pode até ser. Não me cabe este julgamento.

Mas muitas celebridades angariam muitos votos. E se eleitos, devido ao ‘coeficiente eleitoral’, eles ‘puxam’ outros candidatos de sua legenda (partido).

Assim, o risco dos caciques dos partidos serem indicados para preencherem estas vagas é enorme.

Portanto, pense bem se você está pretendendo votar em um candidato célebre.

Através dele, figuras indesejadas podem ir “defender nossos direitos”.





Oi, vim do futuro e tirei essa foto…

9 08 2010

Créditos ao Borges, do Universo Tricolor.





Político honesto ainda existe…

3 08 2010

Para quem não acreditava…