Metrô de São Paulo – Ainda tem jeito?

22 09 2010

Foto tirada pelo blogueiro, em 21/09/2010, às 08h10, aproximadamente, entre as estações Pedro II e Sé, do Metrô de São Paulo

Hoje, o Metrô de São Paulo viveu um de seus maiores problemas.

Uma falha no acionamento em uma das composições entre as estações Pedro II e Sé, da Linha 3-Vermelha foi o motivo para a instalação de um verdadeiros caos.

Eu estava em um dos trens que encontravam-se entre estas estações, por volta de 07h50.

E o trem que eu estava era daqueles novos, em circulação há pouco tempo, por volta de dois meses, aproximadamente.

Estes trens não tem janelas, já que são equipados com ar condicionado. Porém, não existe outra alternativa para a ventilação dos vagões.

Com a desenergização da linha, as luzes da composição se apagaram e o ar condicionado desligado.

Assim aconteceu, na semana passada, na Linha 2-Verde, entre as estações Paraíso e Brigadeiro, onde eu também estava presente, por incrível que pareça.

Com o ar desligado, muitas pessoas começaram a passar mal. Ou por falta de ar ou pelo calor excessivo, que ocasiona a queda da pressão. E até mesmo por claustrofobia.

Sem opção, foi preciso romper o lacre de emergência de todas as portas. Uma passageira comunicou o Metrô, através de seu 0800.

Mas como não sentiu que houve boa vontade da companhia, a decisão em abrir as portas foi humanamente correta. Mesmo que seja o contrário, para os olhos do Metrô.

Se fosse uma situação esporádica, incomum, nenhum passageiro tomaria a linha e caminharia a pé até a próxima estação.

Mas note que eu citei a falta de boa vontade da Companhia do Metropolitano de São Paulo em resolver a questão de hoje, onde só pedíamos, encarecidamente, que dessem um jeito de ligar o ar condicionado ou de fazê-lo ventilar pelo vagão.

Essa mesma falta de boa vontade é visível todos os dias.

Alguns questionam, dizendo que o Metrô de São Paulo é um dos melhores da América Latina. Porque é limpinho?

Ser limpinho não é mais que obrigação. Falta muito para que o metrô paulistano seja considerado o melhor.

Faltam estações e estrutura para receber o atual volume de passageiros.

Como uma empresa estatal, é fácil apontar que o problema é político.

Mas o problema do Metrô de São Paulo é administrativo. Pois se houver mudança no comando estadual, creio que todas essas ocorrências corriqueiras não serão sanadas.

Independente da questão partidária, eleitoral ou política, o que a Companhia do Metropolitano de São Paulo precisa é querer resolver de uma vez por todas esse princípio de caos.

Atribuir as falhas do metrô à sabotagens políticas é uma babaquice sem tamanho.

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