2º turno em 2010: o referendo de 2005 e suas referências

4 10 2010

Para muitos uma surpresa. Inclusive para alguns institutos de pesquisa. Para outros, nem tanto.

Dilma e Serra vão para o 2º turno.

E quais foram os motivos? Pode ser pelo enfraquecimento da campanha de Dilma ou pela votação expressiva de Marina Silva, que acabou tirando votos da petista.

Os tucanos que não tem nada ver com essa dinâmica, comemoram essa reviravolta.

É fato que eles virão babando pra cima do PT, agora com igualdade de tempo, nos horários e propagandas eleitorais. E se souberem e quiserem usar, pela internet também.

A campanha de Dilma tem tudo para seguir a mesma toada daquela vista no 1º turno: o presidente Lula todo tempo ao seu lado.

Até que ponto isso pode beneficiar ou prejudicar a candidata da situação?

Posso até estar meio equivocado com a comparação, mas vamos lá.

Lembram do referendo sobre o desarmamento, em 2005?

Antes da campanha começar, o voto pelo ‘sim ao desarmamento’ liderava as pesquisas de intenção de voto, com ampla vantagem.

E o ‘não’ tinha tudo para sofrer uma derrota histórica, pelo o que apontava os indicadores dos institutos. E também pelo apelo popular.

Mas, quando a campanha no rádio e na TV começou, o ‘não’, que não contava com nenhum artista ou celebridade em sua campanha, teve como principal justificativa que o posse de arma garantiria a segurança de cada cidadão. E todo aquele papo que acabou mudando o rumo das coisas.

E o ‘sim’ que contava com inúmeros políticos, artistas, músicos, celebridades e com uma campanha mais endinheirada e trabalhada, via a cada pesquisa sua diferença cair. Até ver o ‘não’ passar e no pleito, ter bem mais votos.

Onde eu quero chegar com esse resumo do referendo de 2005?

O ‘sim’ que era favorito e preferiu mostrar que vários políticos e celebridades estavam ao seu lado, ao invés de “encher” seu discurso vazio, tomou uma virada do ‘não’, que focou exclusivamente em martelar o eleitor/cidadão com os motivos que defendia.

O que o PT deve aprender com essa lição? Mostrar mais a cara da Dilma. Onde você viu cara, leia-se plano de governo. E parar de colocar ela lado a lado com o Lula, o tempo todo.

É importante que o presidente apoie sua candidata, mas fazer com que ela ande um pouco sozinha é fundamental, pois passa mais confiança.

O que o PSDB deve aprender com essa lição? Que a hora é de fortalecer o discurso e tentar mostrar mais segurança ao eleitor. E se puder, explorar a insegurança da adversária, que é escancarada sempre quando ela aparece demais ao lado do Lula.

Será que vocês conseguiram entender? Esse processo eleitoral, confesso, me faz viajar às vezes.

Viva o 2º turno!

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One response

8 10 2010
Marco Antônio Bogado

Esta é uma eleição delicada. Para falar a verdade, seja qual for o resultado perderemos. A Dilma dará continuidade a quadrilha do PT, mas o Serra trará para o centro do poder a oligarquia. Enfim, quadrilha vs oligarquia. O episódio do Estadão com a expulsão da Kehl por se mostrar a favor do Bolsa Família reforça este quadro preocupante.

6 por meia dúzia aqui, pode realmente fazer uma grande diferença, e nós não temos como saber o que será melhor, ou pior…

Marco

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