Silvio Santos: 80 anos

13 12 2010

 

Ontem, 12 de dezembro, Silvio Santos completou 80 anos de idade. Não parece. O “patrão” é como o Léo Batista e o Tony Tornado: o tempo passa e eles não mudam.

A influência que o Silvio tem na minha vida é gigantesca. Hoje em dia, nem tanto, mas quando criança, a TV ficava ligada no SBT o domingo inteirinho. A falta de opção na programação das emissoras aliada a competência e diversão do ‘Programa Silvio Santos’ foram motivos suficientes para nós não assistirmos outra coisa.

Programas como ‘Topa Tudo por Dinheiro’, ‘Show de Calouros’ e ‘Porta da Esperança’ eram os preferidos lá em casa e nós só mudavamos de canal pra ver o futebol e ‘Os Trapalhões’, na Globo.

O tempo que o Silvio fica hoje em dia na programação é bem menor comparado aquela época. E foi por esse motivo que eu passei a sentir falta dele, ao assistir televisão. Aos domingos, ligo a TV e se não for pra ver algum programa esportivo, não vejo mais nada.

Silvio Santos é um gênio da comunicação. Teve todas suas conquistas pautadas no dom da palavra e de comunicar-se com o público. Seja vendendo canetas no centro do Rio ou jogando aviõezinhos para suas colegas de trabalho.

Uma pena esse episódio no Banco Panamericano, que pode custar-lhe a perda de todo seu patrimônio. Mas Silvio, como um bom empresário que é, saberá (espero), lidar com toda essa situação.

Não considero que ele seja um santo, uma pessoa acima de qualquer suspeita. Minha admiração vem da sua competência como apresentador e comunicador, que é inegável. E só isso já faz dele um sujeito querido por milhões de brasileiros.

Fica aqui minha singela homenagem. Vida longa, mestre.





A mala não é má!

2 12 2010

 

Olha, não sou contra essa história da “mala branca”. Incentivar um time desmotivado a ganhar uma partida contra um adversário direto é totalmente válido. Mas não acho que seja suficiente.

Um time com muitas deficiências pode sentir-se motivado com esse bônus financeiro, mas nenhum dinheiro do mundo vai fazer com o que um perna de pau jogue bola. Se me pagassem, eu correria feito um louco, me esforçaria de verdade, mas não fui “abençoado” com a técnica futebolística.

Acreditar que a mala branca pode resolver a situação da equipe é dar um tiro no escuro. No desespero e dependendo de um outro resultado, essa é a única solução viável, não tem jeito.

Discute-se muito a ética (ou a falta dela) nesta prática. Mas muito daqueles que criticam a “mala branca” torcem, muitas vezes, para seu time entregar o jogo, só para prejudicar o maior rival.

A paixão exacerbada por aqueles que gostam de futebol atrapalha muito este tipo de discussão. Em 90% dos casos, não há racionalidade ao discutir qualquer assunto que seja no futebol.

Temos nossas ideologias, nossos princípios. Mas quando discutimos futebol, cada um puxa sardinha para onde é mais conveniente. O que é normal, para o torcedor. A imprensa, como formadora de opinião, que não pode ir pelo mesmo caminho.

A “mala branca” sempre existiu e será uma alternativas das mais usadas em campeonatos futuros. Gostem ou não. Não sei o porquê da novela, do drama que torcedores e meios de comunicação fazem em cima disso.

Temos tantas coisas mais graves para nos preocupar. Ricardo Teixeira, por exemplo.

Por mais que a “mala branca” seja algo que pertença aos bastidores, o resultado dela só pode ser conferido dentro de campo. Como deve ser.