A banda mais bonita (e mais falada) da cidade

19 05 2011

Alguém já conhecia? Ouvi falar pela primeira vez hoje. Li, na verdade, lá no Twitter, algumas pessoas falando mal. Não me interessei. E na hora, nem tinha como correr atrás.

E olha que estranho. Fuçando pelo Facebook, fui parar na página d’A Banda Mais Bonita da Cidade. Não teve como, botei a música ‘Canção Para Não Voltar’ para rolar, pois era a primeira de um setlist que eles mesmos disponibilizam para ouvir e para baixar, inclusive.

Que voz tem Uyara Torrente. Já me prendeu a atenção. Fui ouvir as outras músicas. E o que achei?

Sensacional.

E que curioso: todo mundo falando da banda hoje e eu acabei descobrindo por acaso, sem querer. E só fui lembrar que estavam falando mal agora. E nem sei porquê, por sinal.





O humor, a polêmica e a babaquice

9 05 2011

 

Sempre gostei do humor politicamente incorreto – ou humor negro. Já fiz muita piada escrota onde alguns riram e outros me xingaram.

Não vejo problema em piadas assim. É preciso ter discernimento do que é brincadeira e do que é ofensa gratuita. Ainda mais no Brasil, onde não faltam motivos para fazermos piada.

Mas por incrível que pareça, há um limite entre a graça e a babaquice. Parece que o Rafinha Bastos não tem conhecimento desta linha tênue.

O conceito básico do humor é fazer graça. Mas nesta entrevista para a revista Rolling Stone, Rafinha mostra estar mais preocupado em polemizar. Aliás, esse é o mal da nova geração de humoristas: querer aparecer mais do que a própria piada.

Então, nessa sua vontade absurda em querer ser polêmico, Rafinha abriu um de seus shows, sob registro da revista Rolling Stone, assim:

 “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho.”
 “Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade.”
 “Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço.”

Posso parecer incoerente com o que vou escrever aqui – porque eu gosto de muita piada escrota, com grau altissímo de humor negro – mas Rafinha vacilou. Foi babaca.

Estupro é algo tão grave, que não é aceito nem pelos bandidos, que comem o cu de estuprador nas cadeias.

Talvez ele não tenha pudor em tocar num assunto como esse, porque não conhece ninguém próximo que tenha passado por isso.

Eu também não conheço, mas imagino como deve ser para uma mulher conviver com um episódio triste como esse em sua vida. Por mais que algumas – ou grande parte – supere-o, inevitavelmente, ele será esquecido.

Mas, quando o limite da babaquice é ultrapassado e a vontade de se aparecer é maior do que  a vontade de fazer os outros rirem, o cérebro parece que é desligado.

Humor inteligente?