Porém, com todo defeito, te carrego no meu peito

25 01 2011

Temos muitos motivos para reclamar de São Paulo. Quem mora aqui reclama do trânsito, da correria, da chuva, da poluição. Quem não mora aqui reclama da frieza de seus moradores, muito preocupados com o trabalho. Todas as reclamações são válidas, mas mesmo assim, não há lugar melhor do que São Paulo.

Talvez eu fale isso porque nasci aqui e moro aqui. Por enquanto, não me vejo longe dessa paulicéia desvairada. Mesmo com todos os problemas atuais. Dá vontade sim, de ir pra bem longe. Mas sempre com o intuito de voltar. Já fiquei distante daqui e sei da falta que eu senti dessa selva de pedra.

Para mim, a canção a seguir é a que melhor retrata a contradição dessa cidade, que não deixa de ser um dos símbolos dela.

E é por essa contradição meio incompreensiva, para quem não mora aqui, que eu amo essa porra de cidade.

SÃO, SÃO PAULO MEU AMOR!





Proibido Parar

7 11 2010

por Christian Caselli





Conhece mesmo sua cidade?

10 07 2010

Feriado em São Paulo é sempre assim. A cidade esvaziada.

Não digo que ela para, porque é algo praticamente impossível, numa cidade desse tamanho.

Afinal, não são todos que tem condições em deixar a cidade e pagar os pedágios abundantes, nas estradas do estado de SP, principalmente.

E tem aqueles que precisam trabalhar. Afinal, a cidade não para.

Costumamos reclamar muito dos problemas de São Paulo, que são vários, é verdade.

Mas se quase todo mundo sai daqui aos feriados, o trânsito dá uma aliviada, porque não ir conhecer a cidade.

Já procurou pesquisar o que a cidade proporciona?

E você que vai sempre procurar distração na praia ou no campo, já percebeu a variedade de lugares que São Paulo tem a oferecer?

Tá parecendo um post institucional né?

Mas tenho certeza que você conhece pessoas que não conhecem nada por aqui.

Que nunca subiram no prédio do Banespa ou no Terraço Itália para ver a cidade lá de cima. Que nunca passearam pelo Parque do Ibirapuera. Que até mesmo, mal conhecem a Avenida Paulista.

E a noite, com seus restaurantes e bares variados. Sem contar as baladas.

São Paulo tem tudo isso. Sua cidade também deve ter (principalmente se ela for grande).

Redescubra o local onde você mora, trabalha, estuda.

Em meio ao cotidiano, muita coisa pode passar batida.





NUM TIRO SÓ (02) – As rapidinhas do dia

24 08 2009

* Um cavalo foi atropelado, na madrugada de hoje, na Avenida Brasil (RJ). Parece que o cara não viu o animal na pista. O cavalo morreu na hora. Tudo isso foi flagrado por um cinegrafista da Globo. Agora, pra que passar a cena no Jornal Nacional, logo no primeiro bloco? Pra fazer a moral do cinegrafista? A televisão não precisa disso, na boa.

* Continuando no reino animal, lá em Vitória (ES) um bezerro subiu no telhado de uma casa, que despencou, com o bicho e tudo. Fica a pergunta: o que ele foi fazer lá em cima? Alguém se habilita a responder?

* Um amigo de Rubens Barrichello fez uma aposta com o amigo que duvidava que ele venceria o GP da Europa, ontem. O amigo perdeu e teve que desenhar uma pista no cabelo. Se o Rubinho apostasse comigo, meu visual ia ser bem diferente hoje.

É amigo, grande parte deste Brasil apostaria como você...

É amigo, a maioria dos brasileiros apostaria como você...

* Arílson Bispo da Anunciação. O juiz Mr. Magoo da rodada ferrou com a vida do Corinthians, ao validar um gol de mão de André “Refugo” Lima e quis compensar, dando um pênalti inexistente, após Jorge Henrique cair sozinho na área do Botafogo. Ser árbitro de partida de futebol não deve ser nada fácil. Principalmente quando ele não enxerga muito bem.

Gol de mão até o juiz, que é cego, faz!

Gol de mão até o juiz, que é cego, faz!

* Enquanto uns bigodudos roubam a cena em Brasília, outro desaperece. Coisa maluca essa do Belchior. Dois anos desaparecido. Largou tudo e tá por aí. Espero que não apareça em cima do telhado de uma casa em Vitória e nem no meio da Avenida Brasil, com risco de ser atropelado.

Enquanto outros bigodudos merecem sumir do mapa, logo você que desaparece?

Enquanto outros bigodudos merecem sumir do mapa, logo você que desaparece?

Fonte: notícias que você já deve ter lido durante o dia, nestes portais noticiosos, enquanto não tinha nada pra fazer.





Pixo – Caligrafia marginalizada, made in SP

20 08 2009

Desenhar, rabiscar, intervir em propriedade que não seja a sua, sem a autorização do proprietário é caracterizado como vandalismo e está sujeito a punição, conforme indica o Código Penal.

A pichação, ‘inimiga’ número 1 das cidades grandes, é uma prática antiga e bem ou não, faz parte do cotidiano destes locais.

azulejos

Em São Paulo, a pichação ganha aspectos únicos, no que diz respeito a tipografia. Em nenhum lugar do planeta é produzido algo parecido.

Tanto que essa manifestação paulistana, lá fora, ganhou o nome de ‘pixo’ e serve de referência para muitos estudos, artísticos e antropológicos.

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Muitos se incomodam com a ‘sujeira’ que os pixadores fazem. Até porque, como foi dito no início deste post, a pixação caracteriza-se como vandalismo.

Mas será que aquilo que fazem, por mais fora da lei que seja, pode ser considerado como porcaria?

Esqueçam o conceito criminalístico e todos os seus agravantes por um momento. Qual a conclusão?

O documentário ‘Pixo‘, de João Weiner e Roberto Oliveira retratam todas as diversas opiniões que surgiram com a pergunta feita parágrafo acima.

Lembram da intervenção realizada na Belas-Artes, no ano passado? Assista trechos do documentário e veja como tudo aconteceu, acessando o link a seguir: