Wagner Moura: só mais um fã. Apenas isso.

2 06 2012

Foto: Caio Kenji/G1

Se a pretensão do cara fosse reencarnar Renato Russo no palco, eu criticaria ferozmente. Mas não foi. Vi no Wagner Moura um representante da imensa nação de fãs que a Legião tem. Uma espécie de Videokê de luxo. E digo isso sem desmerecer a apresentação.

Ele cantou mal, desafinou, mas a gente já sabia que ele não era um tenor. O problema é que a gente espera algo mais quando trata-se de Wagner Moura. E a galera tava esperando que ele entrasse ali, de cabelo despenteado, barba e bigode, bata e cantando como o Renato, atuando de fato.

Wagner Moura foi ele mesmo. Despiu-se de sua capa de ator consagrado e era um fã. Famoso, claro, mas fã. Como muitos ali na pista do Espaço das Américas e outros tantos assistindo pela tevê.

“Ah, mas como a Legião pode ter aceito um negócio destes.” Primeiro, o cachê deve ter sido muito bom. Você negaria? Eu não. E outra, qual a chance do Dado reunir-se com Bonfá e tocar os sons que tocaram outrora, ao vivo, juntos? Essa era a chance. Os fãs mereciam algo assim, porque o Renato se foi e nunca um tributo com essas proporções foi realizado.

As redes sociais são armas pesadas nas mãos dos insatisfeitos, que tem todo o direito de ficarem assim e se expressarem. Mas o tributo, o que o Wagner Moura fez ali no palco, o Dado, o Bonfá, o público… Foram de uma sinceridade absurda. Celebraram! E é o que se espera de qualquer tributo.

Na minha humilde opinião, que não vale nada eu sei, é que este foi mais um belo capítulo na história de uma das maiores bandas brasileiras. Wagner Moura? Bom, ele foi um baita privilegiado, apenas isso.